14 fevereiro 2009

Constant cacophony of cheers and whistles


Celebrations begin
Sam is up on the foredeck now with the boat under the control of her technical team, the Roxy boys, with two appropriately pink flares lighting up the whole area as she starts the celebrations, dancing on the decks, looking up to the skies and loving the relief and the sheer joy that she made it, and her adventure has been so all consuming, and so fulfilling.
February 14. 2009 at 01:44


Sam's time
So Sam's time is 95 days 4 hours 39 mins 01 sec WITH her redress, her shore crew are on board and the scrutineer will go on board to check Roxy's engine seals. Sam looks delirious, and no doubt exhausted, elated and will be sad her great adventure is over. She has sailed impeccably and shared her race widely and freely, without any pretension. 10.87 knots average on theoretical distance of 24840 miles.
February 14. 2009 at 01:35


Sam finishes

And Sam Davies finishes the Vendee Globe, third across the finish line early on this Valentine's mornng, and incredible achievement, finishing at 00hrs 41 mins and 01 seconds GMT. Her Roxy boys shore team are on board immediatelyt hugs all round..
February 14. 2009 at 01:26


Sam Davies ready to finish
Still a hail of flashguns lighting up the night sky, picking out her huge megawatt smile and her famous boat Sam gets ready to finish her extraordinary Vendee Globe Her boat looks impeccable, a little rust around the solar panels on the deck, and she keeps trimming and working Roxy all the time as the puffy brreze brings her back upright, slowing from time to time. There is a constant cacophony of cheers and whistles. 500 m to line

11 fevereiro 2009

Sweet little engine


Fecho quatro portas, pressinto seres misteriosos e malévolos do lado de lá.

O aquecimento está sempre ligado neste espaço miserere, embora um ser muito pequeno partilhe o co2 comigo, parece-me uma mosca, mas podes ser tu enviada do outro pequeno espaço onde a porta permanece aberta, com outro aquecedor ligado.
Não sei, mas enquanto decido para que lado se imaginam as coisas, abro o frigorífico, tão gelado, conservando a salada fresca. Depois viro-me para o armário e as luminosas latas já conhecem o caminho.

Gosto de sair depois, pôr as luvas e os detestáveis óculos escuros redondos, mas fica sempre o pequeno mistério das 10 horas que ignoro entre a abertura do armário das latas e a saída da porta de casa, para a luz.

Quereria relatá-las, essas tantas horas, em número, mas não sentidas, mas que pode aqui fazer sentido dizer? Um avião que levanta voo, bate as asas, encurtadas durante o sonho porque, bem, porque é um sonho, suponho, e depois eu mergulho de 300m de altura para salvar os seres que ali se diluem, lívidos e, suponho, mortos?

Não, estas coisas não se podem dizer. Good night & good luck for the next 10 h.

10 fevereiro 2009

Rappelle-toi, lorsque les choses ne vont pas comme nous le voulons, il ne faut pas s'en prendre aux autres mais d'abord à soi-même !


Este pedaço de vida é como um romance (mau,mau), uma fábula provisória como um intervalo a aguardar histórias de homens e mulheres a sério, que deixem a infantilidade e sejam algo que se admire.

Coelhos em confronto com notas, ricos medidos a palmo de euro, proibidos despedimentos a empresas com lucros, cabalas negras, sondagens negras, jornalismo pedinte e obediente, alegorias de vacas futebolísticas.


É uma guerra de miseráveis.

06 fevereiro 2009

Algo muito interessante pode acontecer na próxima 6ª


Este quadro parado, até este quadro parado me atira de encontro aos sonhos diários.

Não, não é apropriado numa simples 6ª feira, onde tudo pode ser simples, estar agora a mudar o mundo.

05 fevereiro 2009

Variações sobre uma tempestade perfeita

(óleo de Eric Fischl)

Ouviu-se falar, mas não se sabe:


O oceano libertou-a
A fé conservou-a
Queria ser medusa, iludida
A tempestade levou-a

Formou a nuvem
Transformou-se em gotas de espuma
E quando quis a liberdade
Encontrou a esfera de ferro do mar

04 fevereiro 2009

O encanto, para onde foi o encanto?



M. lançou-se de novo pela Av Brasília, com o seu Berlingo branco com as listas da Almond Inc, a caminho do terminal de comboios, para as entregas habituais. Escolhia sempre o caminho interior junto ao Tejo, e carregava no acelerador, para parar como sempre 10 m junto ao Padrão dos Descobrimentos, tomar um café, inspirar o ar húmido do rio, olhar a outra margem, os aviões sobre a Ponte, espreitar o movimento de alguma vela.

Como era bom parar uns momentos na rotina diária apressada, gozar o tempo, olhar tudo e sorrir. O prazer que se assemelhava aos raros momentos em que passava em casa a meio do dia e o silêncio da casa só era cortado pelo tic tac leve do relógio de parede da cozinha.

Mas nesse dia, ao regressar ao armazem, reparou na concentração de colegas, na agitação dos corpos e nas expressões preocupadas: a Almond Inc. declarava falência e ele estava na rua.


Duas semanas passaram e M. apanhou o autocarro para Belém, ia pelo menos poder estar mais tempo no seu sítio favorito.

Apeou-se, olhou em volta e sem perceber porquê reparou nos musicos pobres que montavam o cenário para o espectáculo de rua, reparou nos arrumadores de olhar triste, nos caixotes de lixo abandonados, nas caixas de cartão e papéis que voavam.

Reparou nos velhos que se arrastavam junto ao paredão do rio, nos jovens que circulavam sem nexo.

Não chegou a estar ali mais de 10m, voltou cabisbaixo.

01 fevereiro 2009

Dias para celebrar vitórias


Enquanto o inverno castiga, os barcos ficam em terra e as velas ensacadas, sonhemos com outras viagens, por anos infindos e por ilhas e lugares desconhecidos.


Vendee Globe hoje 1 de Fevereiro e quando eram 15.45h, Michel Desjoyeaux venceu após 84 dias no mar, non stop.
Um dia para celebrar.


29 janeiro 2009

O Arrastão


Se eu fosse pela teoria dos volte-face nos filmes serem parte da realidade, acreditava que o PM apostou neste caso do Freeport para repetir o sucesso de 2005.

Deve agradecer ao PUBLICO e o moribundo SOL.

Embora o PM não tenha conseguido o apoio da oposição, que agiu com panos quentes e com inteligência, não lhe deu tréguas, calando-se e bem.

Pode também agradecer às revistas da semana, ViSão e SáBaDo, à Judite de Sousa, e pode telefonar à procuradora Cândida, que meteu os pés pelas mãos mas lá acabou por dizer que os ingleses (a bête noir) só repetiram o que ela, a procuradora, lhes disse há uns anos atrás, tendo depois repousado.

Mas há algum ingénuo que acredite que o Freeport não é o Free airport ?

Alcochete está de novo no mapa. Recomendo o restaurante
o Arrastão.

27 janeiro 2009

Le Clezio: a terra e o mar não nos pertencem


Com o Caçador de Tesouros a viagem é entre a Maurícia e a Ilha Rodrigues, no Índico, 300 milhas a leste.

O mar que nos maltrata e o tesouro além numa enseada recortada na montanha. Sempre esteve ali, mas não se troca por dinheiro.

Em Raga, a viagem é para a terra que foi violada e explorada para que das plantações saíssem plantas convertíveis em dinheiro. Mas daí saíram desgraças, mortos e uma população devastada. Agora em Raga (ilha Pentecostes na melanésia, Vanuatu) há jardins escondidos entre a vegetação, onde a terra dá de comer e não se troca por dinheiro.

A terra e o mar não nos pertencem, fazemos parte.

26 janeiro 2009

Necessaire


As fotos da avó, as camisas dobradas, aquela para ser usada no dia da chegada, os livros prontos para as noites que podem ser de insónia, um de poesia para ler ao pequeno-almoço, outro de viagens para sonhar com aquela que não originou esta mala, outro para adormecer, todos para olhar, e caridosamente poder não ler.

Fazer a mala: encher a mala de futuros, vou usar isto e aquilo com aquilo e mais, no dia em que chegarei.

Mas, e se não chegar?

Alguém me vai desfazer a mala, olhar incrédulo ou indiferente para as coisas, o amuleto, as fitas da mala soltas por superstição, a escova de dentes, os cremes, as coisas necessárias, o necessaire.

Alguém sabe aquilo que ninguém soube, sem importância mais do que a de um ser mais que não abriu a mala.

29 novembro 2008

What's the night?


just a crawling step into the light

07 outubro 2008

Mac shame

A pré-história do Windows já foi copiada tristemente pelo MAC OS ....

12 agosto 2008

Body Talk


Agora de certeza que falo sozinho para o espelho.

velho, e se fico velho de repente? está quase, faltam já poucos anos, poucas rugas, poucos cabelos brancos, pouca pele feita cereal desfeito. Vou ter ataque cardíaco, avc com boca ao lado, sarcoidose, septicemia arranjada num corte de canivete, perna manca, braço ao peito ?

Ou desfaço-me no mar contra uma rocha de coral? tropeço quando faço jogging e engulo o ipod?

isto não previa quando estava a ler banda desenhada na praia do Vau e sentia saudades imensas da mãe, nas férias que não acabavam nunca nos Setembros incontáveis dos anos 70, antes do petromax se acender e os insectos me perseguirem até acabar de comer a sopa de tomate com ovo.

isto não previa quando me deitava triste a olhar para o candeeiro de pilha na mesa de cabeceira azul com vivos floreados brancos.

na minha camisola azul com listas e com o olhar da avó hesitante a consolar incrédula o que deveria ser a alegria das férias. Mas não era.

23 março 2008

Não ressuscitou


O mito instala-se cedo: os que acreditam em Deus, "vêem" uma figura idosa de barba branca longa, varrendo o mundo incansável e inexplicavelmente conseguindo estar e não estar ao mesmo tempo, falhar clamorosamente em quase tudo e acertar em pouco, sendo por isso reconhecido.


Que inveja: Eu humano quando falho não sou perdoado e quando acerto ninguem liga.
Se calhar ele existe mesmo, só para Me contrariar.

20 março 2008

O outro lado do iPod


A vizinha do lado, a segunda feira de manhã, as árvores debaixo da chuva.

É este mergulho n outro lado da vida da rua, com música a iluminar os cantos de todas as almas.

É olhar com outras cores, mesmo as mais carregadas de cinzento.

Hoje, na escuridão da Rua, o meu iPod branco

13 março 2008

The good wife handbook



By all means marry.

If you get a good wife, you'll be happy. If you get a bad one, you'll become a philosopher.

And if a man steals your wife, there is no better revenge than to let him keep her.

12 março 2008

Once upon a time in the west

Nem a rua me tranquiliza, vivo; basta o sorriso na montra da scrava modelo de plástico pra me encolher.

Lá onde os sinais não servem e ninguem percebe nada do que eu screvo, scravo.

Talvez se houvesse scravatura, ao ir para a rua de walkman, eu fosse alvejado pelas pedras dos que lamentam não ter sido eu o scravo.


era nesta escrita puramente idiota que eu procurei salvação, lá bem longe em 1987, lá bem longe onde ainda tocavam a guitarra de knopfler, eu subia a rua em direcção ao Loucuras depois de jantar na Bicaense e vestia uma camisa de flores discretas.

Assim me diz esta fotografia, entre desarrumações e caixotes, agora de novo entre os fantasmas de mais uma casa abandonada.

Tenho coisas a mais, coisas pesadas para um só. Alguem aproveite a lição que para mim é tarde.

Apesar de ainda sair à rua, mas agora armado de Ipod.

29 fevereiro 2008

Eu que era tristeza

Quando ela passa por mim
Rio de Janeiro demais
Mesmo que estivesse em Berlim
Eu veria logo os sinais

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(@@)
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28 fevereiro 2008

... anna maria broke my heart

(BrokenSword: the angel of death)


Acabo de tirar da estante os "manifestos do surrealismo", cheios de pós, alguns da história, outros da estante.


enquanto espirrava, li "abola " on line, fui ao blog desinteressante de um colega desinteressante como eu, e respiro o pó on line de "a bola", jogo ou não jogo? o meu joelho e o tendão dele estão afinal devidammente ressonados magnéticamente?


enquanto lia "a bola" on line" vi que tinha o meu globo ocular direito absolutamente vermelho, o que me impede de olhar para o espelho e ter aquela sensação habitual de Clooney de trazer por casa.


você é linda e não sei porque a abandonei, mas agora é curtir o manifesto do solitário, mais uns treinos para atravessar o Atlântico, o seu voodoo nunca me faça mal !

17 dezembro 2007

Alterações climáticas

Da esquerda para a direita: Sarah Jessica Parker, Scarlett Johansson, a minha prima Susana, Kate Winslet e Sara Tavares.

14 dezembro 2007

The waiting game

They wait, and they wait
And when you are easy listening
painting, writing, sleeping, reading
They strike

13 dezembro 2007

It´s been a long time since I rock'n'roll

Revivalismo, nostalgia pesada e outra vez a patética idolatria pelos monstros feitos semi-deuses envelhecidos no seu descanso parnassiano.

Ok, já fiz o download de algumas músicas. So what?

04 dezembro 2007

A vida mais leve


Deixar os brinquedos sobreviver ou não
Deixar os livros de estudo sobreviver ou não
Deixar os papéis, as revistas, as capas, os suplementos, as ofertas
Deixar os CD's, as fotos de anos e gentes esquecidas
Carregamos isto tudo como uma memória de acesso sequencial, pesada.

Deixo isto tudo para a vida ser mais leve.

30 novembro 2007

Peluche Mohammed e a esquerda


Não temem falar de Bush, da America, do cinema "imperialista", do Iraque, dos crimes de Guantanamo, da "decadência", da CIA, dos compromissos judeus, da Palestina.

Mas não falam da ditadura sul americana de Chávez, de Morales, de Pequim, de Putin, do Al-Qaedistão.
Não se ergue uma vozinha ténue de esquerda para o peluche Mohammed?

29 novembro 2007

Rally das Tascas

Os candidatos a gente inteligente e dirigente do nosso querido país, também designados irónicamente por estudantes, inventaram agora esta magnífica forma de entretenimento que consiste em percorrer vários locais onde competem para ver quem bebe mais.

Nada disto seria grave, mais coma alcoólico menos coma alcoólico, mais quedas e traumatismos cranianos menos quedas, se não fosse apenas mais um dos vários pretextos para nada fazer. A "semana académica", a "escola aberta", a "queima das fitas" e várias outras invenções fazem com que a semana "estudantil" termine á 5ª feira, tendo começado relutantemente à 3ª, e apresente semanas de intervalo regularmente.

O desemprego dos licenciados, crescente, e o descrédito de muitas escolas superiores, só aparentemente nada tem a ver com isto.

Mas tem. Tasca rima com rasca.

A vida no novo Aeroporto de Lisboa

Obrigado por me deixarem entrar na discussão inteligente que grassa nos jornais sobre o novo aeroporto de Lisboa, que não será em Lisboa.

Deixo aqui uma imagem antecipando o que será, seja onde fôr, o dia a dia dessa grandiosa obra que todos ansiamos, mesmo que nessa altura sejamos velhos de bengala e assistamos no nosso lar de repouso a estas imagens em directo no nosso Ipod Touch Phone.

23 novembro 2007

Time Vanquished by Love, Venus and Hope

(Simon Vouet: 1645)
Já te disse um dia e volto a dizer: deve passear-se os museus sozinho. A diferença para o metro ou o autocarro é que, mesmo não ligando aos outros que andam por ali, andamos por prazer. No metro é um tiro de um lado para outro, no museu é uma errância desejada e inspirada por uma paragem em frente a algo, novo ou já reconhecido.

O quadro fala para ti, se lhe perguntares alguma coisa. Ou devolve-te o olhar indiferente.

Deve fazer-se assim: primeiro com as mãos nos bolsos, com um passo regular. Depois com um passo hesitante, paragens e rodeios à volta de um quadro. Depois põem-se as mãos atrás das costas, com um folheto agarrado numa delas, e aí sim começa o prazer da visita.
A inspiração começa a ser irregular, pode mesmo haver uma sensação de dor no coração, mas deve lutar-se contra a insidiosa ideia de uma tristeza maior que o nosso mundo.

La Maja Desnuda




22 novembro 2007

El fusilamiento de Torrijos y sus compañeros en la playa de Málaga

Antonio Gisbert (1835 - 1902)

A nova ala do Prado é um novo museu. O Prado antigo continua escuro como as salas e as pinturas de Goya.

20 novembro 2007

300 esperavam Chávez

Não os espartanos com adagas, por eventualmente fazerem parte da "contra-revolução", mas os apoiantes portugueses, orfãos de Lenine, Marx e outros maltratados pela história.
Zeca Afonso foi cantado, e não foi para ali chamado, mas o choque é ouvir os anti-fascistas (mas não anti-Chávez) rejubilar pelo estreitamento das relações com a Venezuela da "liberdade".
Traduzido, o "estreitamento" significa os acordos Galp - Petroleos da Venezuela, coisa que, se indagados, os apoiantes decerto renegariam ...

Esta orfandade, esta ausência de independência crítica, terminará quando a geração que era jovem em Abril de 74 morrer, mas até lá está a fazer com que se extinga da forma mais indigna.

Do Paseo de la Castellana ao Paseo del Prado



Tomado por las aguas !

19 novembro 2007

A verdade sobre a existência do céu


revela a fotografia,
a que deixa a lama
e faz de um dia o último dia
não ligues, é só um fotograma

mas e se depois, tudo arrumado,
aparece um novo ser desejado?

Sem piedade


Ingredientes:
2 perdizes gordas
sal, pimenta,1 copo grande de vinho branco,1 folha de louro,1 ramo de salsa, 125 g de toucinho,2 cenouras,2 cebolas
Preparação:
Limpe as perdizes, lave e enxugue.Tempere com sal, pimenta, vinho branco, louro e salsa.Deixe tomar gosto durante 3 horas.
Frite-as em lume médio até alourarem por igual. Junte as cebolas descascadas e cortadas em quartos e o colorau.Refogue um pouco e, gradualmente, adicione o vinho da marinada e pequenas porções de caldo de galinha.
Pecado máximo: acompanhe com batatas fritas.
Observações horrendas:
à semelhança do faisão, não se deve cozinhar a perdiz logo depois de morta.
Deve ficar exposta ao ar durante 5 ou 6 dias; a isto chama-se mortificar !

18 novembro 2007

Donne di pietra

Un giorno dopo l’altro
il tempo se ne va.
Le strade sempre uguali,
le stesse case.
Un giorno dopo l’altro
e tutto è come prima.

15 novembro 2007

All I Do

The Bernini affair


Gian Lorenzo,

I declare you guilty of transforming stone into hands into man into small gods and misleading us: I am made of stone not your Daphne

The eyes of a ghost woman


E se afinal fosse mesmo este sonho, o sonho de quem está no sonho?

Naquele sonho de ontem, um thriller de 2 segundos, o único em que a imagem pára, a imagem desse ser irreconhecível, a imagem sonhada, mas bem conhecido na identificação mental com ela. Perde-se num sonho quase tudo o que é preciso voltar a encontrar alguns segundos depois.

Assim, a acção é irrelevante, no momento de acordar é esquecida e ficam aqueles 2 segundos: alguém (ela) pára e pergunta com o olhar, interrompendo o que estava a dizer: o que se passa? e eu falo e digo: porque paraste?

E acordo.



12 novembro 2007

V8 (I)


Éramos cinco nesse carro. A lubrificação perfeita do V8 é como uma pre-embriaguez, não fica nada para trás, nada para desejar a não ser continuar a ouvir aquela voz rouca e avançar sempre.

Parece-me agora uma perda de tempo, as horas que alguem leva a chegar a um ponto a 300km de distância. parece-me agora que não me vesti com decência, ou talvez com moderação, enquanto L., de cara absolutamente lívida e de sorriso a roçar o impudor, me despedaçava com um esgar.

Tentei falar com R. ainda antes da curva, muito antes de saber que R. era afinal o que nos levava ali para reunir a hostilidade que o tolhia, na casa de férias, na cama com M, e sei lá onde mais.

M. jogava nessa deslocação a pequena fortuna que conseguira em 2 meses de fornicação desesperada com R., não que a ela repugnassem cavalos ou maseratis, mas era o trejeito do lábio de R, a elevação anormal da testa e acima de tudo o ódio ao Presidente. M. olhou para mim, sentada ao lado de R., tocou-me, e sem desviar o olhar puxou o travão de mão.

09 novembro 2007

Uma verdade ainda mais inconveniente ou como Gore partilha o Nobel fazendo figura de Urso

A projectada no espaço sideral "verdade inconveniente" é uma propaganda oportunista e contrasta com as outras verdades ainda mais inconvenientes: a malta do Nobel defendeu-se atribuindo o dito da "paz" ao forum que debate seriamente as alterações climáticas,United Nations Climate Change Panel (IPCC) e a Gore, que mete medo às criancinhas com o Urso Polar.
(ler no link do título e aqui)

Alterações climáticas


08 novembro 2007

You can´t always get what you want, but if you try sometimes, well, you might find you get what you need


Doce Novembro, opinião pública


A sua vida está por um fio?


Hoje de manhã levantou-se, parecia um asterisco, tinha uma borbulha a mais no canto da boca, embirrou com a fotografia de quando era um miudo e o seu pai, com a mão no ombro, olhava embevecido o jeep ?


Hoje de manhã lembrou-se das dívidas ao banco, do leasing, da casa a mais, lembrou-se ?


Hoje de manhã não conseguiu levantar os pesos do exercício matinal, ligou a televisão e viu os mesmos pesadelos de sempre, o formidável Santana, o formidável Meneses, o formidável assunto dos postos de saúde que encerram e a entrevista com um formidável e fascinado médico de especialidade psico qualquer coisa?


Hoje de manhã ficou a saber tudo sobre o calo e a dor muscular de um uruguaio que joga no clube da sua devoção?


E hoje de manhã achou que um dia de sol quente em Novembro estava deslocado do normal?


Que esperas tu, desolado, se andas ao ritmo da "opinião pública" (aquela coisa que faz o portuguese parecer ser um deslocado da Gâmbia enfiado num barco no mediterrâneo, depois de miraculosamente ter dobrado os Cabos todos) ?


Que esperas tu, desligado, se olhas para o Hugo Chávez como a luz do fundo do m-l ?


Que esperas tu, iludido, se achas que vais apontar uma arma a um jornal?


Sim, está doente e vai acabar depressa.


Podes dizer-me como está a meteorologia no meio do Atlântico ? encontramo-nos lá, debaixo e acima do azul.