06 novembro 2005

Afinal, eu também escrevo poemas, se ...

Se me doer alguma coisa
Se puser em relevo o sentimento do dia
Se acaso me doeu o espelho
Se a véspera de natal me assaltar
Se olhar uma fotografia de há um mês
Ou do século passado

Eu também escrevo,
pondo em relevo
Também versejo
como gracejo

Também me odeio,
se me pavoneio
Também me engano,
como este ano

O ano passado,
que não passou
Enrolou,
estendeu para o ano

Não era preciso ser diferente,
nem coerente
Apenas reluzente,
quando não ardente

E assim indiferente
teclo improvisos
Para serem os meus avisos



(foto: Rilke escrevendo no Hôtel Biron, Paris)

6 comentários:

jp disse...

e afinal tb versejas ;-)

MRF disse...

é este post, Carlos?

MRF disse...

olha, espero que seja :))

e obrigada. besus

POLYPHEMUS disse...

É este é, R.

TR disse...

estou espantada!! mas que bonito...parabéns e fico à espera de mais...

Anónimo disse...

best regards, nice info
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