25 fevereiro 2009

Vive no receio da queda


Mas " o receio clínico da queda é o receio de uma queda que já se experimentou e há momentos em que o paciente sente a necessidade de lhe dizerem que a queda, que ele tanto teme e que lhe mina a vida, já se verificou".

O mesmo se passa, parece, com a angústia do amor. Era preciso que alguém me pudesse dizer:
"não esteja angustiado, você já a perdeu".


Barthes, "Fragmentos de um Discurso Amoroso"

15 comentários:

Margarida Pereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
CA disse...

Qualidades que amamos nas meninas: as mamas, porque são provocadoras, surpreendentes e sexy, as compras na Zara,porque são provocadoras, surpreendentes e sexy, as unhas compridas trabalhadas a cera, porque são provocadoras, surpreeendentes,e super sexy !

Rosalba disse...

A linguagem, forjada em cartas, concede-lhes a oportunidade de se contemplarem, de se tentarem, de regressarem um ao outro. «É como se tivesse palavras à maneira de dedos, ou dedos na extremidade das minhas palavras.» (Roland Barthes, Fragmentos de um Discurso Amoroso).

Marta disse...

Roland Barthes, um dos autores da minha vida. Mitologias, a Cãmara Clara. Este.
Muito bom.

Cleopatra disse...

Não esteja angustiado. Se está, é porque ainda não a perdeu.

CA disse...

No último vaivém da agonia, a ausência do outro torna-se intransigente, devastadora. Sem palavras tudo é queda, tudo é esquecimento, e perguntar-se-á como podem elas suster a alma. Responderemos que quando o amor já se não pode escrever na pele, talvez as palavras confiram um refúgio onde a fusão seja possível, onde o amor torne a dizer-se a duas vozes.

Rosalba disse...

Escrevi a sangue o teu nome em mim para que me corresses nas veias. E foi por ti que sangrei, como sangraria agora e outra vez. Apenas por ti e para ti. Apenas para que cicatrizasses em mim. Para que o teu nome me arrancasse esta pele de ausência, esta pele que há muito que está tatuada pelo teu nome.
Tatuei todas as letras do teu nome nesta corrente rubra de muito mais e deixei que revirasses as gavetas do passado. Contigo aprendi que as gavetas há muito que não deviam ter chaves e que dói mais a incerteza do que uma presença no passado. Pertenço-te nesta certeza de pactos de sangue e é contigo que partilho silêncios de fogo que tanto têm para nos dizer.
E hoje volto a dar o teu nome à minha pele, volto a sangrar por ti e quando me perguntares porque motivo o faço...diluo todas as razões em ti.

de http://waltergarcia.blogspot.com/

CA disse...

Assim, por vezes, a infelicidade ou a alegria possuem-me sem que se siga qualquer tumulto: dissolvo-me, não me fragmento; caio, deslizo, desapareço.
Esta ideia tocada, tentada, tacteada (como se tacteia a água com o pé) pode voltar. Nada tem de solene.

Isto é muito precisamente a doçura.

Rosalba disse...

Que venha esse mar de doçura
Não me deixes sozinha
Me embale em teus ventos
Acalente o meu querer maior
Beije-me os lábios com sua brisa
Deixe-me o frescor na pele
Toque-me e me envolva
Em um infinito querer

CA disse...

I HELD a jewel in my fingers
And went to sleep.
The day was warm, and winds were prosy;
I said: “iT will keep.”

I woke and chid my honest fingers,—
The gem was gone;
And now an amethyst remembrance
Is all I own.

Rosalba disse...

My river runs to thee.
Blue sea, wilt thou welcome me?
My river awaits reply.
Oh! sea, look graciously.
I'll fetch thee brooks
from spotted nooks.
Say, sea,
Take me!

CA disse...

The ring

She walks alone
waiting for him to return
everyone wonders why she just can't see
She is waiting by a door that will never open
A sun that will never rise
But they never saw the love she did in his eyes
They talk to each other now through their dreams
She remembers the day he gave her that beautiful ring
And the day that she gives up
on the door that supposedly will never open
is the day she returns the ring to him
While he is lying in a coffin
Being lowered into the sand
With all their hopes, dreams, and memories
Locked on one woman's hand.

Rosalba disse...

Love is a burning flame
and it makes a fiery ring
bringing hurt to the heart's desire
I fell in the ring of fire
I fell into, into the burning ring of fire
I fell down, down, down, down into the deepest mire
and it burns, burns, burns, burns
the ring of fire, the ring of fire, the ring of fire
The taste of love is sweet
When two fiery hearts meet
I believed you like a child
Oh but the fire went wild

CA disse...

there's no fairy godmother
to make my wish come true.
no genie in a bottle to bring me to you.
no prayer on a fallen star
no magic potion in a jar.
but i can dream and when i do.
i dream that i'm there with you

CA disse...

I hate this car: bad luck that is what I got